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“Em breve estará nas lojas um dos CDs mais esperado do ano, “A286 – Exército dos excluídos”. O Portal Rap Nacional, parceiro do grupo A286, disponibiliza com exclusividade a capa desse novo trabalho e também 5 das 16 faixas do disco para download .

Com um conteúdo extremamente realista e sem maquiagem, A286 tem a produção do segundo disco assinada por Erick 12, que também é o DJ do grupo. Exército dos excluídos, é um disco de RAP PESADO, que relata problemas enfrentados na periferia, como o crime, droga, violência polícial e tudo de podre que asombra nossos irmãos da favela. ” Acredito que todo comportamento humano é conseqüência das suas experiências de vida, é impossível falar de algo que você nunca viveu por isso relato o que vivo todos os dias sem maquiagem, pois não maquiam nossas lagrimas de desesperança, procuro passar o ponto de vista oculto em cada reportagem em cada marketing estudado e caracterizado pro meu consumo suicida, onde por ética condenam como atentado a vida a utilização de embriões humanos pra estudo científico, famílias vivem sem acesso a água potável morrendo de doenças evitáveis diariamente, tento despertar o senso critico de quem sofre anestesiado pelo jogo de futebol e o capítulo da novela, é embaçado você se adaptar a uma guerra santa… estudei, que de 30 milhões de genes do corpo humano apenas 6 definem a cor da pele de um ser humano, ou seja uma parte ínfima , e mesmo assim você vê racismo e preconceito discriminação ,é complicado você ver que conhecimento também pode ser sinônimo de ignorância, assim que nasce a guerra, só não quero ver ninguém injustiçado morrendo em silencio” declara Reinaldo, um dos compositores que juntamente com Ivan e Moysés formam as vozes linha de frente do A286.

“A286 mais verdadeiro e sincero que nunca, sem previsão de mudar uma vírgula, pois enquanto houver injustiça social em relação ao pobre, enquanto houver sangue pra limpar, velório pra chorar, gambé pra nos matar, juiz pra nos condenar, pulso pra algemar, escravidão pra acabar, história pra enganar, féto pra abortar, tirania pra democratizar, fila pra esperar, paz pra sonhar, lei pra burlar, bomba pra detonar, guerra pra cessar, socorro pra gritar, esperança pra alimentar, opinião pra mudar, doença pra curar, dinheiro pra roubar e o homem pra errar, dizimar e matar. Ainda tem e sempre terão os sinceros pra denunciar, o RAP verdadeiro, sem moralismo e dogmas, enfim enquanto houver motivo, A 286 será a voz do exército dos excluídos !!!” , afirma Moysés – A286.

Pra quem achava que a família Rap Nacional estava dormindo no barulho, segue mais um fruto de um trabalho sério dedicado ao público do Portal! E em breve mais informações sobre a festa de lançamento do A286.























A LOCOMOTIVA NAO PARA


















NAO ITERESSA EU TO COM PRESSA JP TA PRONTO PRA GUERRA

Os projetos da Wu-Brasil estão a mil por hora. Nas próximas semanas será lançada a primeira mixtape dos integrantes do Wu-Tang Clan no Brasil. A mix que terá o nome de The Brasilian Mix Tape Chapter (O Capítulo Brasileiro), terá participação de U-God, Shyheim, Dom Pachino, Rameses (Wu-Latino), G.O.D. Father (IM3 Blaq Mobb), Flame Killa (IM3 Blaq Mobb), Pilaco Pallace (Wu-Furmigueiro), Tom (Função RHK e Wu-Furmigueiro) e DJ Mk (Wu-Furmigueiro). The Brasilian Mix Tape Chapter será distribuida gratuitamente e terá o lançamento exclusivo no Portal Rap Nacional.

Outro grande projeto que vai movimentar o rap nacional é o The Chance Wu-Remix. Essa será uma mixtape diferente, onde qualquer brasileiro pode participar. A idéia é que os MCs e DJs mandem um remix, de um som do Wu-Tang Clan, para que a Wu-Brasil avalie. Uma das exigência é que todos os trabalhos enviados tenham a participação de um Mc do Brasil.Os 12 melhores vão fazer parte do The Chance Wu-Remix. O vencedor da competição passará a fazer parte da banca Wu-Furmigueiro e participará do disco que será lançado provavelmente ainda este ano.

Um dos diferenciais dos integrantes da Wu-Brasil será o figurino. As roupas serão confeccionadas em Nova Iorque através de um acordo entre a empresa EX13NY e a Wu-Wear. Em março, os integrantes do Wu-Brasil já terão as primeiras peças para usar. Mas, o público terá que aguardar um pouco mais. A coleção só estará disponível para a venda no mês de junho.

O rapper DBS está em estúdio preparando um disco novo. O àlbum vem com uma mescla de produtores, entre eles Dj Cia, que produziu os dois últimos cds de DBS, Dj Max, Cyber, Muder Turner e Dj Crossbone, da Alemanhã. Em breve o Portal Rap Nacional vai trazer para você, em primeira mão, a música de trabalho do novo cd. E quem quiser saber um pouco mais sobre a história de DBS deve adquirir o livro Hip Hop a Lápis 2. No livro o rapper conta parte da sua caminhada e da Manicômio Sonoro.

Neste domingo tem uma grande festa na Estância 01 em Planaltina/DF, será promovida a 3° Festona – A Festa das Estâncias. A atração principal do evento é o grupo de rap Guind’Art 121, que apresentará o show Xeque-Mate.

A festa começa às 17h e os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente na Rodas e Rodas Daher, de Planaltina. O preço é popular! A entrada custa apenas R$ 5,00.

Projeto Mostre Seu Som – Tufão e o álbum – Mais loucos do que nunca


O rapper pernambucano (Recife), Tufão, que desde a infância está envolvido com o hip-hop, fez parte do grupo "Potencial do Rap" por 6 anos, onde lançaram um álbum pelo selo independente chamado PDR PRODUÇÕES records. Hoje, em carreira solo, Tufão ira lançar o seu disco chamado "Loucos Rimadores - Mais Loucos do que Nunca" com produções próprias e outras com base de pesquisas.
Tufão ganhou destaque na carreira solo, participando e contribuindo com produções “Instrumentais” para vários artistas da cena Hip Hop como: Tiger, Zé Brown (Zé Brown Apresenta Talentos 2009), Gaby Voice, Esquadrão Zona Oeste, A-lex, Kbssa, Silva H, Kamus, Lo e os Comparsas, Discurso Verbal, Arthur Coligação entres outros.
O disco que tem o sucesso "Queimando o Asfalto", música que satiriza a corrupção policial, é uma compilação do que há de melhor em rimas e produções atuais. As letras abordam diversos temas, mantendo o clima positivo do início ao fim, sem falar nas produções e no jeito único de rimar.

 

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A Família – Cantando com a Alma

Àlbum: Cantando com a Alma
Grupo: A Família
Track List:
01 – Faveláfrica
02 – Vejo
03 – Brinquedo Assassino
04 – Versos Bandido
05 – Sem Motivos Pra Sorrir
06 – Mistura de Poeira e Sangue
07 – Muito Amor
08 – Estresse
09 – O Homem
10 – A Justiça vai ser feita
11 – Na Rua Só Até Às Dez
12 – Castelo de Madeira
13 – Cantando com a Alma
14 – De onde vim

*Todos os downloads disponíveis no Portal Rap Nacional são autorizados pelos detentores dos direitos autorais das obras.

Recebemos hoje a informação dos organizadores que foi cancelado o show que seria promovido no dia 27 de fevereiro, em Guaianases, com DBS e A286.

Esse boato já havia surgido antes. Mas, infelizmente só agora os organizadores entraram em contato com o Portal Rap Nacional para informar o cancelamento.


Rappin Hood desfila agora na Imperador
Postado por Elaine Mafra em 12 de fevereiro de 2010 ás 23:24

Rappin Hood desfila agora na Imperador | leia esse artigo Rappin Hood é um dos puxadores do samba enredo da Escola de Samba Imperador do Ipiranga, de São Paulo. O desfile começa dentro de alguns minutos.

Amanhã é a vez de Ndee Naldinho representar o rap nacional no sambódramo. O Preto do Guetodesfila no sábado pela Gaviões e segunda na Camisa 12.

Edson Reis (Calibre Mc), nasceu no na cidade do Rio de janeiro e aos oito anos foi morar na Bahia, devido a separação dos seus pais.

Iniciou sua trajetória musical nas batalhas de rimas em Salvador, ganhando destaque por ser finalista por duas vezes consecutivas em campeonatos de Free style, ficando com o segundo lugar, e campeão por duas vezes do projeto Sociedade nos Bairros (evento que reuni uma gama diversificada de gêneros musicais).
No ano de 2002 gravou o seu 1° disco na cidade do Rio de Janeiro, chamado - Não somos fracos, somos muitos.

No ano de 2005, Calibre mc mostra a cara para o mundo, com os seus 2 videos clipes (Humildade no Passado e Discriminador Ambulante) produzidos na ITALIA na cidade de MILANO, uma conexão entre o Brasil e a Itália através das atividades com a Capoeira, onde o mesmo é professor. Os videos concorreram, como melhor video clipe de rap nacional 2005 e 2006 (HUTUZ), no mesmo ano cantou no Palco alternativo.

Já fez alguns shows de abertura e dividindo o palco com renomados grupos e personalidades da Musica brasileira como: Racionais Mc’s, Zé Cabalero, Mv Bill, Sombra, Tonho Matéria e Tio Fresh.

Calibre faz shows em diversos ambientes e festas das mais diversificadas possíveis:


Semana Internacional de Cultura(Camaçari), no Carnaval, percurso Campo Grande Castro Alves com o Trio Africa 900, Radio sociedade, Vila folia, Fora de orbita, Black in fest, ritmo da arte negra, Sociedade nos bairros, festa de Arembepe, Musicalidade black, Desfile de Moda primavera verão 2008 (Camaçari), 2009 show no Pelourinho com
Tonho Materia (olodum) dentre outras.

Nos principais teatros da Bahia entre eles: Jorge Amado (SSA), Cidade do Saber (CAMAÇARI), Plataforma (SSA).

O hit No Balanço foi produzido por ele, com participação do vocalista do OLODUM (Tonho Materia) e o Tio Fresh (Sp Funk), está na lista das mais pedidas no Programa evolução Hip Hop com o Dj Branco 107.5 Educadora FM

Finalista do RPB etapa Bahia, com o clássico - Casinhas Pequeninas.

Representante da PROHIPHOP-BA Participo da Cquarta n°102 Quando a polícia com o Rapper Cabal.


O Código Negro é um dos grupos de rap mais antigos e influentes de Santa Catarina. PabloCn, Buki, PrecarioCN e KPILÉ são originários da parte continental de Florianópolis, onde se localizam os bairros mais pobres e violentos de S.C.

Com um estilo pesado e com letras politizadas recheadas da mais pura realidade das periferias brasileiras, tentam passar para a sua maior inspiração (o povo) que outro mundo e possível atreves da luta e a conscientização do povo pobre. Em sua trajetória de mais de 13 anos realizando eventos e shows nas periferias ou atos políticos em cidades catarinense como: Blumenau, Joinville, Criciúma, Itajaí, São José, Palhoça, Tubarão, Laguna e Florianópolis. Em cidades de outros estados como: São Paulo, Curitiba, Porto Alegre.

Tocando com vários grupos catarinenses como: FV coerente, Elemento Suspeito, Esquadrão da Rima, Família Consciente, DAVI Perez. De outros estados como: De Menos Crime, Consciência Humana, U-negro, Fim do Silencio, MOCAMBO, GOG, Face da Morte, Sistema Negro, Conexão do Morro e muitos outros.

Nessa longa caminhada o grupo Código Negro conquistou vários fãs,grandes amigos e muita experiência. Agora, o grupo lança a mixtape Periferia nosso Paraíso, que o Portal Rap Nacional traz para você fazer o download e conhecer um pouco do trabalho desse grupo.


Manda tocar a zabumba de Ganga Zumba, o Z’África Brasil está de volta! Um dos mais importantes e representativos nomes do rap nacional, cujo currículo inclui quatro turnês internacionais, eles chegam-chegando nesse “Tem Cor Age”. Verdadeira carta-sonora acerca do Estado das Coisas na periferia da maior metrópole do Terceiro Mundo nesses primeiros anos 2000 (o futuro que não chegou!), o disco é, pra começo de conversa, um largo passo em relação ao álbum de estréia, “Antigamente Quilombos, Hoje Periferia”. Seguindo a filosofia de que “é preciso mudar pra que tudo continue igual”, a banca oriunda da Zona Sul de São Paulo, formada pelos microfones de Funk Buia, Gaspar e Pitchô, mais DJ Tano (tri-campeão do Hip-Hop DJ, verdadeiro “Quem É Quem” dos toca-discos por aqui) não só mantém a essência intacta, como a amplia ao apostar, nesse que é seu segundo álbum, na valorização da musicalidade. Nem é de se estranhar portanto, as participações de instrumentistas carimbados como Fernando Catatau e Rian Batista (Cidadão Instigado), Theo Werneck, Dengue e Toca Ogan (Nação Zumbi), Simone Soul, ou cantores de renome como Céu e Zeca Baleiro. Além de Fernandinho Beat Box, que sempre colaborou com o z’áfrica. Ao contrário do CD anterior, em que predomina a urgência e a raiva de um discurso acumulado no peito durante os vários anos que separaram o início da carreira e o lançamento oficial do seu trabalho, dessa vez a métrica dos vocais vem trabalhada ao extremo, acompanhada por bases – assinadas pelo Instituto, pelo DJ Periférico, e o próprio grupo, no melhor estilo “tamo tudo junto e misturado” – recheadas com sabores de ragga, blues, música eletrônica… e muita brasilidade. Esse RG tupiniquim, que o ZB busca desde o início (num cenário pré-samba/rap, vale lembrar, quando isso era “sacrilégio”), se manifesta aqui em forma de cultura nordestina e samba. A primeira é uma influência salpicada ao longo do disco e sintetizada na faixa final, “Rei Do Cangaço”. Épico de seis minutos e meio capitaneado por Gaspar, conta a saga de Lampião. A segunda é representada por “O Bom Malandro”, carro-chefe-espontâneo de “Tem Cor Age”. Homenagem ao saudoso Sabotage, a faixa é cantada por um Funk Buia pra lá de inspirado, tem até um sample da voz do próprio (extraído de “Dama Tereza”, pérola do repertório que o Maestro Do Canão gravou com Rica Amabis e Tejo Damasceno), e é a última palavra em termos de samba-rap. E tenho dito. A arte do trabalho, assinada por Rodrigo Bueno, com imagens afro-brasileiras de beleza dura e mística, traduz bem o “imaginário zafricaniano”, na qual predomina o engajamento ferrenho dos guerreiros da favela. Numa época em que a mentalidade materialista e corporativa é predominante no mainstream do rap, só isso já é prova suficiente de que quem “Tem Cor Age”. Mas o Z’África Brasil tem muito mais a oferecer. Sempre atentos ao fato de que se o som é ruim, o palco vira apenas palanque, recheiam sua mensagem com o melhor que a MPB (Música da Periferia Brasileira, que fique claro) tem a oferecer hoje. Rodrigo Brandão (MC do Mamelo Sound System) “Tem Cor Age”, Z’África Brasil (CD, 2006 – YB Music/Instituto/Elemental – Tratore) Preço Sugerido: R$ 25,00

Entrevista com o grupo Z´Africa Brasil que acaba de lançar seu segundo CD “Tem Cor Age”.
Depois do classico “Antigamente quilombos, hoje periferia”, o Z´Africa nos blinda com um trabalho que já tem sucessos como “Eu não vi nada” e outros, vamos então falar com os manos da zona sul de SP, nessa entrevista exclusiva dada ao escritor Alessandro Buzo para o Portal Rap Nacional.

Falem do CD novo e do titulo dele “Tem Cor Age” ?
Salve salve Família, este cd é a continuidade das experiências que acumulamos nos anos que se passaram e as dificuldades naturais que superamos, tivemos a oportunidade de fazer um trabalho mais refinado musicalmente e a satisfação de trabalhar com pessoas que fazem parte da nossa história. É só o começo. Nesta batalha é pra quem tem cor age! Corage de superar os desafios e saber que na vida só se conquista com muita luta, o que importa é a cor e quem tem cor age!
Tudo tem cor!, Até um pingo dagua transparente e insistente, ficar batendo na mais dura das rochas é capaz de fura-la, ate ó transparente tem cor e quem tem cor age! É a ação que dignifica o homen que tem cor ação. Tem cor age e mistura do povo brasileiro na luta pela a igualdade e vida contra o racismo e o preconceito.Tem cor age em pouco do universo do canto falado e da batida quebrada! Nação Negrigena ou BracoÌndiAfroz, é o caldeirão das raças.
Temcorage!



O que mudou de “Antigamente….” pra cá ?
O que mudou foram os acessos, a musicalidade, aprendemos mais técnicas vocais, teve uma evolução poética importante e uma nitidez maior do que cantamos, os equipamentos na qual tivemos contatos, a produção na visão de extrair do nosso canto falado musica de verdade de contexto cultural muito mais elevado e enraizado. Nossa grande dificuldade sempre foi gravar, agora estamos podendo produzir nossos trabalhos e ter mais liberdade de criação e tempo de elaboração, os shows cresceram também, com o dj tano. Hoje temos a banda Instituto que produziu também o cd e já vários shows pelo o mundão a fora, somando com Embolex, que são um coletivo de vjs,que manipulam no telão imagens de acordo com cada musica do zafrica, e a militância do dia a dia.
Porque, ser do movimento Hip Hop é fácil, agora viver a cultura Hip Hop é difícil.
Dizem que fazer um rap, qualquer um é capaz, mas loco mesmo o rap é saber de quem faz! (Z´`Africa Brasil ).Do Antigamente pra cá até o Tem cor age! O que mudou, é que sempre alguém acaba ficando pelo o caminho, mas os que resistem continuam, pois sabem que nossa lua é atemporal.

Fale sobre a homenagem que fizeram na faixa “O bom malandro” ?
Salve, foi um grande mestre na qual podemos conviver e fazer shows juntos, principalmente no auge de sua carreira até o ocorrido, fazer rap no Brasil é viver isso intensamente, a família Instituto que estava produzindo o trabalho do Sabota na época foi um dos principais incentivadoras pra produzir e concluir esta musica, tivemos a participação da família Brooklin Sul , o Beto e o Bocão do Vai Vai, Beto Sorriso do grupo Luance, Paulo Preto e o Zezé do Jardim Leme e cantora Karina que deu um toque especial no Partido Alto. Usamos também uma colagem da voz do Sabotage – Dama Tereza – ( todo bom Malandro vira otário quando ama e todo malandro tem uma Tereza também, Sabotage, Samba da melhor Qualidade. ), feito com muito amor e mantendo a tradição de dar continuidade pelos os que morreram por nóis pra estarmos livres hoje. Como diz o irmão Rappin Hood, Sabotage é o maestro do Canão. Fica então registrado esta eterna homenagem.Bom Malandro.

Quem são as crianças da faixa que dá nome ao disco ?
São as crianças da nossa comunidade aqui na Zona Sul, algumas do Jardim Leme – Taboão da Serra, outras do Jardim Maria Sampaio no Campo Limpo, todo ano fazemos a festa do dia das crianças e esta música simboliza bem o que elas representam na nossa vida. É o que nos faz levantar pra batalhar por dias melhores. Cor Age pra trampar, Cor Age pra criar o filho…Tem Cor Age!. O nome das crianças são. – Beatriz, Natalia, Carol, Fernanda, Gabriela e o Podrinho.

“Eu não vi nada”, “Falei”, já são sucessos em shows, isso ajuda ?
Concerteza sim, todos o grupo sabem da dificuldade de gravar e manter uma seqüência de lançamentos, demoramos muito pra lançar este trabalho que é Independente feito a base da troca no escambo pra poder alcançar a qualidade que queríamos, muitas musicas como estas que foram citadas, já estávamos cantando nos shows e testando com o nosso publico se eram positivas. Isso ajuda a trabalhar e cadenciar as musicas antes de entrar no estúdio, fizemos um vídeo clip da Eu não vi nada que a rapaziada curtiu bastante e a Falei foi pra Original Dança de Rua, pra quem curti o verdadeiro Hip Hop e pras pessoas participarem mais do show, se é pra falar, falei.

De onde vem essa pegada do Z´Africa, essa interação com o tema Africa e Brasil ?
Isso vem de 1995 quando formamos o grupo, Gaspar, Fernandinho Beat Box, Pitcho, na intenção de fazer um RAP Brasileiro voltado a Raiz, absorvendo logicamente as culturas que vinham de fora. Conhecemos um dos nossos grandes mestres, o ZuluZafrica. Que nos mostrou o caminho de como fazer um rap bem feito, falando da nossa realidade mais também como trabalho de pesquisa pra próximas gerações, tivemos ascesso ao Original Funk, ao the one de James Brown, que foi o ponto principal da evolução sonora, somando com a pesquisa da nossa origem Periférica partindo dos Quilombos, o filme “Quilombo” de Cáca Diegues foi importante neste processo, que se comemorava 300 anos da morte de Zumbi dos Palmares, na época em que e o Anhangabaú incendiou cantando…Sou Negrão, hei, sou Negrão, hou). As influencias de cada um do grupo,.O Gaspar vem de família Nordestina, Pontiguar que cresceu no meio da sanfona, ouvindo Baião, Forró, Embolda.O Funk Buia tinha um grupo de samba chamado Vicio Nacional, o Dj tano que é de família de Pernambucanos, aprendeu com o pai a manipular os vinils, os discos de forró que ele tinha ai depois veio a casa do Hip Hop e hoje ele é o tri-Campeão do Hip Hop Dj Feito pelo o mestre KLJay e também somos membros Zulus.O Nosso canto falado Afro Brasileiro Universal é de origem Jamaicana muito mais do que Norte Americana. África Brasil são Irmãos separados entre terras e mares, o Brasil é um dos maiores contingentes de Negros no mundo e é um pedaço de África, Salve. – ZULUZAFRICAZUMBI.

Falem da Ponte Preta do Leme, o que é exatamente ?
A . A . P . P . – Associação Atlética Ponte Preta do Jardim Leme em Taboão da Serra.È o nosso time de futebol junto com À FIRMA. Esporte e Cultura pra comunidade.

E a festa do dia das crianças, vcs colaboram ou organizam ela no Jd Leme ?
Sim, a festa é feita no Jardim Leme, todo ano.Este ano foi o 6 aniversário da Ponte que se comemora no dia das crianças e da nossa Senhora Aparecida, no dia 12 de outubro. A realização fica por conta da À FIRMA, na qual o Z’África faz parte, com o Cooperifa, mais a Sociedade Amigos do Bairro e toda a comunidades que se mobiliza. Este ano a festa teve mais de 10 mil pessoas e tivemos apoio de muita gente que ajudou e fez tudo pra festa acontecer.Valeu! O ano que vem tem mais!

A periferia precisa de ?
Qualidade de vida.!

Cooperifa ?
É o ritual sagrado de quem mora na zona sul, é o lugar exato para expor suas idéias e aprender a cada dia com pessoas diferentes e simples que são iguais a vc. Um lugar onde não tem tempo pra vaidades e sim a responsabilidade com a verdade. Onde a poesia brota de várias formas, ritmos e sentidos, a morada dos poetas da Periferia. Sempre falamos, que o Cooperifa é evolução do Rap na Sul, por nos ter mostrado que a poesia é muito importante antes mesmo do ritmo. E faz com que a Periferia leia mais, com certeza.Obrigado, Sérgio Vaz, Pezão, Rose, e a todos os poetas Cooperiféricos, um beijo no coração, paz.

Premios como Hip Hop Top, Hutúz, como o Z´Africa vê eles ?
O Hutúz é um dos prêmios mais importante do Hip Hop hoje no País, onde temos a oportunidade de encontrar HipHopers do Brasil inteiro e do mundo. Já tivemos a oportunidade de participar e fazer um show, logo no lançamento do cd Antigamente Quilombos, Hoje Periferia, pra família foi histórico. O Hip Hop Top ainda não tivemos a oportunidade mais vai chegar, fé em Deus. Agora estamos preparando um vídeo Clip pra poder concorrer o ano que vem e enviando o novo trabalho tem cor age pra ver se o pessoal gosta. Aqui em Sampa, na antiga o Primo Preto fazia a festa de premiação dos melhores do ano, é importante que isso não pare e que cada ano, cada estado possa estar colaborando com o crescimento da nossa cultura.
Ano que vem é nóis, Tem Cor Age!

Falem da caminhada internacional do grupo, onde o Z´Africa já foi ?
Pode crê, começamos a viajar para o exterior em 1999, quando fomos pra Itália na cidade de Verona, Bologna e mais algumas províncias, na seqüência fomos pra França ai não paramos mais, já voltamos umas 3 vezes, Itália de novo. Fomos bastante também pra Inglaterra, Pais de Gales, na Bretania província da França, Espanha em Barcelona e o Funk Buia também foi pra Índia com o Instituto.Nestas andanças fizemos um cd que se chama, Z´África Brasil – Conceitos de Rua, trabalho feito partindo dos projetos sociais, tipo uma coletânea produzida e cantada com outros grupos de diversas parte da Itália, lançado por um selo Italiano chamado, Vibra Records(99-2000). E para 2007, esta pra vir pelo o selo livinastro do grupo Assassin, o EP – do Grupo Z’ África Brasil – Verdade e Traumatismo, produzido em Paris só com músicas inéditas com produção de Rockin S´Quat. Aguardem.! www.livinastro5000.com




Pretendem fazer clipe de qual musica ?
É, ainda não sabemos. Ta chegando.

Um DVD está nos planos ?
Sim, já estamos trabalhando nisso, o que podemos adiantar é que vai ser um DVD contando um pouco da nossa carreira, os shows e o trampo visual das imagens do Embolex.

Quem são os integrantes do grupos e de onde são ?
O Z´Àfrica Brail é, o Pitcho, mc e produtor, um dos fundadores do grupo. O Funk Buia o homem Ragga no vocal junto com o Mc Gaspar e o Dj Tano. E toda a família que nos cercam e que cada dia cresce e faz as coisas acontecerem. Somos todos da Z/S, Taboão da Serra, Campo Limpo, Diadema. O dj Meio Kilo que ta em Embu das Artes, também continua com suas atividades e somando com a gente sempre assim como o Dj Periférico.

Considerações finais ?
Salve salve toda a grande família, valeu de coração, muita força, axé. Salve pra família Back spin Crew que são nosso irmãos, todo do selo Elemental e do selo Livin Astro, aos irmãos do Instituto e da YB,ao Cooperifa, a todos da À Firma e a Ponte Preta, pra Simone Soul e grande mestre Nelson Triunfo, pra todos que vivem o Hip Hop e pra vc Alessandro Buzzo, que cada vez mais fortifica nossa luta e tem se tornado nosso grande irmão aos anos que vão se acumulando, que continue sempre assim, do bem e sempre disposto pra ajudar e somar com os guerreiros, Parabéns e obrigado. Eternamente família Z´Àfrica Brasil.
www.myspace.com/zafricabrasil


Ele é ‘DJ’, ‘Produtor’ e ‘Empresário’. Mas sua vida de destaque nem sempre foi assim: trabalhando como ‘Carregador de Malas’ do Terminal Rodoviário do Tietê (SP), em 1987 conheceu Mano Brown, que na época era ‘Entregador de Paletós’ de um ateliê de costuras no bairro do Brás (SP), e juntos arriscaram a primeira formação de rap de suas carreiras, o grupo ‘B. B. Boys’, que, mais tarde, em 1988, foi rebatizado de ‘Racionais MC’s’, tendo a mesma formação até hoje. Ele é Kleber Geraldo Lelis Simões, o ‘DJ KL Jay’…KL Jay – Eu já tocava com toca-discos, mas não sabia mixar direito. Na verdade a gente juntava toca-discos com tape-deck e ia tocando as músicas. Quem sacou primeiro o lance da mixagem foi o ‘Edi Rock’, e aí ele me ensinou.

RN – Quando você e o ‘Brown’ formaram o grupo ‘B. B. Boys’, o ‘Ice Blue’e o ‘Edi Rock’ já faziam parte do projeto?

KL Jay – Não! O B.B. Boys era o grupo do Brown e do Blue. Eu e o Edi chamávamos ‘Edi Night e KL Night’.


RN – Vocês trabalham juntos há mais ou menos 20 anos. Como tem sido conviver esse tempo todo em meio a viagens, gravações, shows…?

KL Jay – Família!


RN – Teve um episódio bem interessante na História dos ‘Racionais’ que foi a abertura do grupo no show do ‘Public Enemy’, em 1992, no Estádio do Anhembi (SP). Teria como você descrever como tudo aconteceu?

KL Jay – A gente foi ver o ‘Public Enemy’ no hotel, e aí o ‘Chuck D’ (líder do PE) disse que queriam a gente na noite do show dividindo o palco com eles. Quando a gente chegou, a produção nos impediu de entrar, foi quando o Chuck nos viu e deu ordem pra gente subir ao palco. Sem palavras…!


RN – Outro episódio que marcou a carreira do grupo foi o incidente no Show dos ‘300 anos de Zumbi’ (Vale do Anhangabaú-SP), promovido pelo programa ‘Yo! MTV Raps’, em 1994, onde a polícia privou vocês de continuarem a excussão do sucesso de ‘Um Homem na Estrada’, fato que ocasionou uma revolta sem precedentes por parte do público… Na sua opinião a Polícia, atualmente, entende mais a proposta do ‘Rap’ ou ele ainda é alvo de repressão por parte dela?

KL Jay – A repressão ainda existe, mas conseguimos mais respeito por parte deles. Eles sabem do poder que temos também…


RN – Em 1999, você se tornou VJ do Programa ‘Yo! MTV Rap’s’, e, um grande diferencial dos demais que passaram por lá, era a sua ousadia ao retratar assuntos de extrema importância para a juventude negra e pobre, quase sempre sem acesso a informação. Como era a reação da Produção perante a sua forma de trabalho?

KL Jay – Sempre me apoiaram.


RN – Ainda no campo da Mídia, os ‘Racionais’ são bem populares por rejeitar os convites indecorosos dos muitos canais de comunicação. Porquê?

KL Jay – A revolução não será televisionada…

RN – Em se tratando de produção musical, a responsabilidade das bases dos ‘Racionais’ também é sua?

KL Jay – Muito mais do Brown e do Edi.


RN – De todas as produções que fez (independendo aos Racionais), qual a que você consideraria a mais marcante?

KL Jay – ‘A Fuga’, do Xis (Coletânea Brasil 1 – Escadinha Fazendo Justiça com as Próprias Mãos).


RN – Além de DJ e Produtor, você também é um Empresário. Na sua opinião, como está mercado para o Rap Nacional na atualidade?

KL Jay – Osso… Todo mundo sem ´money`…


RN – Todos os anos você realiza o Campeonato ‘Hip-hop DJ’, considerado o maior campeonato para DJs da América Latina. Sendo você um DJ que viajou por muitos lugares do país e intercambiou com muitos talentos do seu gênero, já passou alguma vez pela sua mente a intenção de estender as competições para outros estados?

KL Jay – Claro! Mas precisamos de mais dinheiro para estruturar melhor a produção.


RN – Referente à Coletânea ‘Equilíbrio – A Busca – KL Jay na Batida’, que conta com a participação dos principais nomes do rap nacional: Porque a idéia de se fazer de modo decrescente seus volumes e o quanto ao número 1, quando sai?

KL Jay – É assim que leio as revistas… (risos). Sei lá, talvez quando sair o volume 1, o Rap esteja bem mais forte por aqui…


RN – Você é DJ e Apresentador do Programa ‘Balanço Rap’ na ‘105 FM’ aos domingos, juntamente com o Locutor ‘Paulo Brown’ e o Rapper ‘Ice Blue’, além de tocar como DJ residente às quintas-feiras na casa ‘DJ Club’, comandando a festa ‘Sintonia’ e ainda autua na rede ‘CEU’ num projeto que envolve Oficinas de DJ. Dá pra conciliar tudo isso com suas demais atividades, dentre estas os shows dos ‘Racionais’?

KL Jay – Sim, afinal de contas é o que sei fazer. Sobre as oficinas do ´CEU`, elas não chegaram a acontecer.


RN – O ‘KL Jay’ tem sido convidado para tocar em muitas festas eletrônicas. É notória a resistência a Resistência dos ‘Racionais’ sobre certos eventos aonde não se tem a presença do público das periferias. O que você tem a dizer o quanto?

KL Jay – É o seguinte: música não tem fronteiras, isso não quer dizer que você tem que tocar em todos os lugares, entendeu!?


RN – A respeito do ‘Funk Carioca’: muitos DJs de hip-hop se negam a executa-lo alegando inúmeros motivos, dentre eles, a pobreza vocal. Você concorda?

KL Jay – A pobreza vocal também existe em várias músicas do Rap. Acho a batida do funk carioca ‘muito louca’! Contagiante! Mas se eu não gostar do que está sendo dito, não toco.

RN – Como surgiu o convite pra tocar com o pessoal do ‘Urcasônica Sound System’ aqui no Rio?

KL Jay: Me telefonaram…


RN – Quanto ao seu gosto particular: o que o ‘KL’ tem ouvido em sua discoteca de casa?

KL Jay – Lupe Fiasco, NaS, Relatos da Invasão, Flora Matos com Fator, Martinho da Vila, Vanessa da Mata…


RN – Você poderia dar um ‘Play List’ das 10 mais executadas na sua Pista e no seu Programa?

KL Jay – Humm…! Depois, são muitas…!


RN – Qual o conselho que você daria para aquele jovem, que é pobre, e sonha com a carreira de ‘DJ’?

KL Jay – A maior pobreza é a do espírito…! Se esforce, tenha doutrina pra juntar o dinheiro e ir comprando devagar os equipamentos. Descubra se você tem mesmo o talento pra tocar e se envolva no meio. Ronaldinho O Fenômeno não tinha nem chuteiras, nem dinheiro pra ir treinar, mas tenho certeza que ele sabia do seu talento…


RN – Algum Planejamento para ainda para esse ano e o próximo?

KL Jay – Trabalho, trabalho, meu nome é trabalho!!! Bom, vem aí minha Mixtape, ‘Rotação 33’; só viradas com Rap Nacional, em CD e DVD! Tá muito bom! E logo mais ‘Na Batida Vol. 2’, ‘Blokaus’, ‘Xis’… Paz!


Por: Dj T.R
Saiba mais:
http://pt.wikipedia.org/wiki/KL_Jay

www.urcasonica.net
A paixão de KL pelos pick-ups começou em 1984, em meio às festinhas de família e, como todo autêntico DJ de sua geração, KL animava a pista utilizando apenas um aparelho 3 em 1 e fitas cassetes que editava dos programas black de FM da época. Sua primeira referência foi o ‘DJ Cash Money’, mas quando se deparou com as performances do DJ do rapper americano ‘Kool Moe Dee’, em apresentação ao vivo no Estádio do Palmeiras, em 1988, descobriu realmente o que queria para completar o seu trabalho.

No início dos anos 90, em sociedade com o rapper ‘Xis’, criou a ‘4P’, uma poli-marca que atuaria como Salão de Beleza, Grife e Selo Musical, responsável por lançar a coletânea-trilogia ‘Equilíbrio – A Busca – KL Jay na Batida’, que está em seu 2o volume (dentro de uma visão cronologicamente regressiva), com distribuição inclusive para o Japão.

Em 2000 produziu o primeiro álbum solo ‘Seja Como For’ do amigo ‘Xis’, muito bem aclamado pela crítica através do sucesso de ‘Us Mano, As Mina’ e desde 2002 realiza o ‘Hip-hop DJ’, considerado o Maior Campeonato Anual do Gênero da América Latina, responsável inclusive por lançar nomes importantes como o ‘DJ Cia’ (bicampeão 98/99). Pelo ‘Cosa Nostra’, selo que mantém sociedade com os Racionais, revelou os artistas ‘Apocalipse XVI’, ‘RZO’ e ‘Sabotage’ e, de modo independente, colaborou com as produções de ‘Rappin Hood’, ‘Potencial 3’, ‘Visão de Rua’, ‘SNJ’, ‘D Menos Crime’, ‘509-E’, entre outros.

Ao lado dos amigos ‘Paulo Brown’ e ‘Ice Blue’ apresenta pelas ondas da 105 FM (SP) o programa ‘Balanço Rap’, no ar e com audiência garantida há 9 anos, além de ter tocado em ambientes clássicos da noite black paulistana como a ‘Soweto’ (94 a 96) e o no Clube da Cidade de Diadema (99 a 00).

Em 1999 se tornou VJ do Programa ‘Yo! MTV Rap’s’ e mostrou através da TV para todo o país seu engajamento político em prol da conscientização da juventude das periferias. Envolveu-se também em projetos sociais como as Oficinas de DJ na rede CEU de São Paulo.

Conheça agora um pouco mais sobre este DJ que agitou no último dia 25 de abril a pista da boate Melt (Leblon), em uma das festas eletrônicas mais ecléticas do Rio de Janeiro – Streeet –, comandada pela Crew de DJs ‘Urcasônica Sound System’, responsável também por fazer a ponte para essa entrevista…

Rap Nacional – Você começou animando festinhas caseiras… Quando foi que você refletiu que precisava aprender a tocar em pick-ups? Para toca-los você teve algum professor?


“Pode-se dizer que de 1995 pra cá, muita coisa (ou quase tudo) mudou não somente na vida da menina Viviane Lopes Matias, mas também na vida/cenário do RAP Nacional. Se já é (e sempre foi) difícil para o Homem que faz Rap no Brasil, imagine para a Mulher?! Que além de enfrentar o problema básico da falta de recursos financeiros para investimento, ainda sofre (em poucos, porém significativos casos) com a ignorância machista. Graças a Deus, que fez com que a disposição transbordasse em sua vida, esses obstáculos sequer arranharam Viviane Lopes Matias, hoje uma mulher formada… mais conhecida como Dina Di. Depois de alguns bons anos prestigiando e coloborando para o crescimento do Rap, ela resolve criar e presentear os fans com o que vem a ser o seu 1º Álbum Solo. E, participando com ela desde a criação desse Disco até sua finalização, o que mais impressiona, não só a mim mas a todos os envolvidos, é a “vontade e entrega da alma para o trabalho” que a Dina Di possui e automaticamente transpassa a todos que a cercam. Isso tudo pode ser facilmente traduzido da seguinte maneira: Competência, Responsabilidade, Criatividade, Dedicação, Humildade (ao pé da letra) e 100% de Envolvimento com o Trabalho. Eu gosto de ressaltar essas palavras justamente por estarmos num momento em que muitos preferem se sentar no sofá de casa e exclamar: “O Rap tá fraco!” Enquanto alguns falam, outros escrevem. Enquanto os fracos e conformados dormem, “ela” escreve. Escreve sobre fé, sobre esperança, sobre o bem, e mesmo sobre o mal, sobre o crime e suas soluções, sobre os humanos e sobre Jesus, sobre o rumo das nossas vidas, sobre Deus, sobre a confiança, sobre a traição, sobre as drogas, sobre mães, sobre filhos, sobre palavras que nos guiam, sobre o desespero, sobre o barulho, sobre o silêncio… sobre a Bíblia. E enquanto ela escrevia, nós trabalhávamos. Pois é trabalhando que se faz um Disco. E trabalhando bastante, nós do Dagruta, juntamente com grandes monstros do RAP (Dj Raffa, KL Jay, Ariel, DJ Roger) concluímos a produção desse 1º Disco Solo da Dina Di. Diferentemente dos outros produtores (que já trabalham com ela há anos) citados neste texto, tivemos, pela primeira vez a oportunidade de trabalhar com a Dina Di e conhecer mais de perto sua trajetória, suas idéias, seus objetivos… da mesma forma que ela (também pela primeira vez) conheceu mais de perto as idéias e os objetivos de uma banda como o Dagruta. A idéia de nos convidar para trabalhar na produção de 8 faixas do Disco, foi a necessidade/possibilidade que a Dina Di encontrou em criar arranjos. Já que até o momento ela sempre trabalhou com Samplers. Inclusive, o Disco Novo possui muitas Bases Sampleadas também. Mas eu diria que (pelo menos) 50% das Bases são arranjos inéditos. Vale ressaltar que muitos desses “arranjos inéditos” vieram da mente da própria Dina Di, já que (como poucas pessoas sabem) ela toca violão e canta (excelentemente bem) com notas e melodias surpreendentes… e uma extrema segurança de quem sabe o que está fazendo, de onde está partindo e para onde quer chegar. Com a possibilidade de criar, modificar, reproduzir, re-timbrar e gravar novos arranjos, o resultado do Disco mostrará aos fans um lado mais versátil e criativo da Dina Di… inovando, evoluindo e crescendo dentro da sua própria carreira. E o mais importante: sem desrespeitar (em nenhum momento) a linguagem única do Rap Nacional; sem negar suas origens e sem precisar migrar de público (Deus a livre) em busca de uma ilusão momentânea ou de um falso status; e sim, buscando sempre a FORÇA e a INSPIRAÇÃO que o Rap trouxe, em todos esses anos, para sua carreira. Berimbau, Percussão, Competência, Baixo, Guitarra, Toca-Discos, Objetivo, Teclado, Violão, Samplers, Respeito e Vozes, muitas vozes… “das cinzas da favela pro mundão…” Dina Di – 2007 – **Filha do Rei**

1-) Em termos de produção musical e letra. Qual a diferença em relação a esse álbum solo e os outros do Visão de Rua?

R: Nos discos anteriores, eu escolhi base por base e fiz as letras de acordo com cada uma delas. Já no disco novo, 8 faixas são arranjos inéditos, criados para cada composição. Em termos de letra, cada disco representa uma fase da minha vida. Sendo um momento bom ou ruim, tudo é música, poesia, minha dor, minha alegria!

2) Como foi para você encarar esse projeto solo?

R: Esse disco foi bancado por mim desde o início. Eu acreditei e investi como sendo meu próprio negócio. Escrevi todas as letras, criei arranjos e participei das produções; e pela primeira vez… venho como cantora e Mc. Os outros discos, eu tive que pagar para os “Backing Vocals”, já nesse novo trabalho: é tudo no meu nome.


3-) Como você avalia o cenário do rap nacional desde o início da sua caminhada até agora?

R: Há 12 anos atrás, eu tinha esperança e continuo tendo. O Rap é o maior veículo de comunicação da periferia. Muitos acabam desistindo no meio do caminho, deixam de falar da sua própria realidade, começam a vender ilusão. Mesmo sem a mídia nós somos fortes. E tudo que é de verdade prevalece. O Rap é fraco pra quem é fraco. Eu não tinha R$1 Real no bolso… e fiz um disco. Eu nunca tive a estrutura que eu gostaria de ter, mas nem por isso eu deixei de acreditar, por que eu sei quem eu sou… e onde eu posso chegar.


4-) Você ainda enfrenta preconceito por ser mulher?

R: Não. Eu nunca tive problema por ser mulher, ao contrário, o incentivo é maior… já que são poucas que representam no Rap Feminino.


5-) Esse álbum traz alguma participação especial?

R: O disco tem vários interlúdios. São depoimentos de pessoas do próprio movimento que acompanham minha carreira desde o início.


6-) Quem fez a produção do disco?

R: 6 faixas do disco foram produzidas pelo “Intenção Rua D” (Denis Salgado, Victor Salgado, André Muniz); 2 faixas pelo KL Jay; 2 pelo DJ Raffa; 3 faixas foram produzidas pelo Ariel e Adriano (CH).


7-) O que o público pode esperar desse novo trabalho? Quantas faixas são?

R: O disco tem 13 faixas. É o trabalho mais completo que eu já fiz, em todos os sentidos. As letras são um reflexo da minha própria personalidade, da minha crença, da minha fé, da minha conduta, dos meus objetivos. “As coisas mudam”, e as pessoas também… e no meu caso foi pra melhor. Estou no meu melhor momento. Me sinto feliz por ter realizado esse trabalho… mesmo com tantas dificuldades. Agora é só alegria.

8 ) Você pretende gravar vídeo clipe de alguma faixa?

R: O próximo passo é o Vídeo-Clipe da música “Tudo de Mim”, que provavelmente será dirigido por Maurício Eça.


9-) Quais são os projetos futuros? Pretende fazer algum DVD?

R: Divulgar o disco e retomar meus shows. E possivelmente, gravar um DVD ao vivo.


10-) Na música título do disco “A Filha do Rei” você fala em esperança e coragem para continuar. Em algum momento você pensou em desistir da sua carreira? Porque?

R: Não. Tem uma frase do Brown que eu me identifico muito: “É muito fácil fugir, mas eu não vou. Não vou trair quem eu fui, quem eu sou!”


11-) Qual a mensagem que você deixa para quem ta começando, principalmente as minas, no rap?

R: Aí, vou deixar um trecho de uma música do disco novo: “Guerreira de Fé”.

“Mesmo chorando, por dentro sorrindo

Cambaleando, mas vindo

Cada centavo, investindo

Cada segundo, agindo

Matando um leão por dia

Lutando por melhoria

Compondo uma filosofia

Buscando uma ideologia

Eu sou guerreira de fé, o tempo não pode apagar… e quem viver verá.” �


Dina Di – 2007. www.dinadi.com.br



Acho que a principal duvida entre os fãs do Realidade Cruel é porque demorou tanto para o álbum “Dos Barracos de M…” chegar as lojas?
Hahahaha!! Final de ano!! As fábricas estão abarrotadas de trabalho e acabaram esse ano não cumprindo com o prazo estipulado que era de 23 á 30 dias, era para o disco ter saído em outubro pois mandamos o disco em setembro mais quando foi em outubro a fábrica identificou alguns erros na arte em relaçã o ao áudio, então tivemos q refazer todo o processo com prazo para novembro mais com o atraso infelizmente ou porque não felizmente só sairá nesse mês, dezembro!!

Porque do titulo “Dos barracos de madeirite aos palácios de platina ?
Nossa música não tem classe social, falamos para todas as classes, o título é uma aná lise geral da atual conjuntura social brasileira. Queríamos conversar com todos ao mesmo tempo nesse disco, não queria que o boy da classe média fosse apenas alvo causador da desigualdade, mais queria mostrar que ele também é ref ém como somos desse sistema, queria mostrar pra favela que não é só reclamar temos que agir , quis dar voz á todos e para isso tive que ouvir á todos também por isso que a nossa análise vai dos nobres até ao pobres nesse álbum!!

E como foi o processo de criação desse álbum duplo?
Da hora meu!! fiz com 2 produtores desconhecidos e novos entre ” aspas” no ramo, escrevi praticamente o disco inteiro e tive liberdade ao mesmo tempo para expor pensamentos pessoais e adversos da comunidade hip hop, ressaltando que isso me custou uma responsabilidade sem tamanhos que com o decorrer da produção se tornou uma honra.

Quanto tempo vocês estão trabalhando nele?
1 ano e 4 meses.

Fale um pouco sobre as música do disco.
São 25 músicas inéditas então saíram 25 histórias diferentes. Mais cada música é especial, tem sentido diferente, é como se fossem gêmeas geradas em placentas diferentes.

Na sua opinião, qual é a melhor música desse cd?
Gosto da Tsunami, Deus é do Gueto, No final do arco- íris, O Resgate, enfim de todas mais acho que o público vai amar o Resgate que é linda!!E muito louca também!!Diferente de tudo que já saiu no rap, amor e realidade , pegada e interpretação enfim muito louca!!!!!

Quais são as participações?
Renan, Nicole, Pop Black, Moysés, Mandrake, Lika, Jesus, Bomba, Tate, dentre outros da mesma importância.

E a arte gráfica do álbum como foi concebida?
Portal Rap Nacional, Mandrake na criação, Douglas na supervisão, direção artí stica Realidade Cruel e produção executiva Realidade Cruel.

Qual a mensagem que vocês querem passar nesse novo trabalho?
Discutimos e abordamos temas que se difundem em diversas classes sociais, falamos sobre religião, aspectos sociais até mesmo raciais, sempre visando dentre desse trabalho aflorar ainda mais a auto estima do rap!!

Esse pode ser considerado o melhor álbum do Realidade Cruel?
Com certeza!!

Em termos de produção musical o que mudou neste cd em relação aos anteriores?
Colocamos mais swingue, mais balanço nesse disco e mais peso mesclado de sentimentos de inconformismo e ódio, trabalhamos com produtores novos no segmento mais com potencial admirável e por se tratar de um álbum duplo usamos e abusamos dos estilos de produção.

E nas letras, levada, houve alguma alteração no estilo?
Total!! as letras estão bem mais compostas com mais conteúdo do que as dos outros anteriores, as interpretações estão mais maduras e mais sensatas também e o estilo cada mais venenoso.

Como e quando que foi criado o grupo Realidade Cruel?
Final de 92 após um show do pavilhão 9 e do DMN

Porque “Realidade Cruel”? Quem escolheu esse nome?
O nome foi escolhido por mim, vi na camiseta do Rossi “Pavilhão 9″ na época escrito “Realidade Nua e Crua”peguei o gancho e montei o Realidade Cruel.

Qual foi a primeira música gravada? Quando?
Foi simples homicídio por uma coletânea de Campinas q não chegou há sair em 1997..

Qual é a rotina de ensaios do grupo?
Ensaiamos 1 vez a cada 2 meses, fazemos dos shows experiências para o aprimoramento do repertó rio e comunicação com o público. Não temos e nunca tivemos como costume ensaiar muitas das coisas q acontecem no show montamos no camarim e já era colocamos em prática!! Viro pra traz e falo pro Bola é pá !!! e o bang acaba saindo no improviso é muito mais da hora!! Viro pra ele e falo hoje vai ser assim assado e na hora acaba saindo kkkkkkkk!!!!!

Qual é a formação atual do Realidade Cruel e quem já passou pelo grupo?
Douglas Flagrante Karol e Bola
Já passaram pelo RC o Keno e o Bolha e lá no comecinho antes de gravar em 1992 O Moicano e o Minho.

Há algumas semanas do lançamento do novo álbum recebemos a informação de que a Carol estaria presa. O que você pode esclarecer sobre isso? O que aconteceu ? (se possível falar também sobre a morte da irmã e do irmão dela)
Verdade ela está detida na cidade de 2 Córregos interior de Sp por porte de drogas, acreditamos que haja o relaxamento da prisão por ela não ter antecedentes, mais ainda estamos aguardando um parecer da justiça. Sobre a morte dos irmão prefiro não falar foi muito triste para todos nós.

Como vocês avaliam o sistema carcerário brasileiro?
Muita opressão por parte do sistema dentro dos presídios, mas por outro lado o poder paralelo estabeleceu um censo uma espécie de bandeira branca da paz para não haver mais conflitos internos e mortes dentro dos presídios fatos esse quase que inexistentes se comparados há anos atraz , o sistema é falido e é uma mega sena para os diretores e secretários que estão á frente dessa situação.Se cada preso custa 700 e poucos reais para o estado a onde vai esse dinheiro então?? Se as famílias praticamente é que dão as devidas assistências para os presos em partes de remédios alimentação e tal?? Através dos ditos jumbos depositados semanalmente. Cadeias super lotadas, judiciária lenta, estado físico e estrutural deprimente e caótico dentro dos complexos penitenciários, corrupção etc.. resumidamente falando; falido!!!.

Qual a opinião de vocês sobre o PCC?
Pcc?? Hummmmm!!! hehehehhe!!!! deixa no gelo essa caminhada!!

Quais são as novidades no novo show do RC?
Hoje tem o Gregory e o Léo nos apoios vocais e o repertório que está muito louco!! fora a produção de palco que estamos estudando para 2008.

A ausência da Carol pode prejudicar os shows do Realidade Cruel?
De forma alguma já fizemos vários shows sem ela e te falo os shows estão saindo cada vez melhor, quando ela voltar vai somar vai encontrar o time ainda mais nervoso pra trabalhar, mais a ausência dela não nos prejudicou não, pelo contrário nos deu mais responsabilidade ainda para cantarmos mais e representarmos mais do que nunca!!

Como está a agenda?
Muito boa!! 2008 será embassado!! é o ano da virada!! É o ano que os mais pá do rap estarão de volta!! Quero viajar muito com os shows!! Por todo o Brasil e por que não pra fora!!

Qual a apresentação mais marcante do RC?
No anhembi em 2001 quando o BONE não veio!!

Quais são as principais mudanças que você percebe no rap desde o inicio da sua carreira em 1992 até hoje?
Hááááá!! mídia, shows com mais estrutura de som e iluminação, crescimento da cultura, mais qualidade nos trabalhos, maturidade em todos os segmentos. De uma forma geral, mais falta muito ainda.

Muito se ouve falar em “verdadeiro rap”. Na sua opinião, o que é o verdadeiro rap e quem ainda o faz?
É aquele que é verdadeiro na composição, que não se ilude com falsas realidades ou realidades que não fazem parte da nossa, é aquele que expressa oque tá no coração da maioria e não só no coração do mentiroso!!kkkkkkk!! É aquele que fala os barato que estão ae no cotidiano das pessoas sem maquiagem!! Quem ainda faz?? Nóis!!kkkkkkkk!!! Tem uma pá de grupo que representa e o povo tá ligado quem são os verdadeiros e quem são os pipoca o povo sabe!

O que você acha que ainda falta no rap nacional?
Mais rádios, mais revistas, mais responsabilidade dos contratantes e promotores de shows, mais organização por parte dos grupos e mais humildade de todos nós. Sabemos reconhecer que ainda esta só no começo é um grande passo!

O que vocês acham da postura de rappers que se apresentam em programas de massa, como Faustão, Gugu Liberato?
O problema não está nos programas e sim na forma em que se apresentam no programa. O Bill por exemplo já foi até na xuxa e nem por isso deixou de ser o rapper sério e responsável que é. Mais não minto, já vi muitos outros que decepcionaram .

E o Realidade Cruel participaria de algum desses programas? Porque?
Ainda não !! atualmente não!!

Quais são os veículos de comunicação que realmente apóiam o rap?
No momento apenas alguns!!

A Internet é também um meio de divulgação alternativo. Vocês tem utilizado essa ferramenta na divulgação do trabalho de vocês? Consideram eficaz?
Muito e cada vez mais será melhor . É um mercado empreendedor!!

O Que o publico vai conferir nesse novo álbum ?
Muita rima e muita energia positiva é um álbum diversificado e que não cansa á quem o escuta, ta muito rico de idéias, e interpretações e a forma do qual o conduzimos é muito especial o público vai adorar!!

Quais são os projetos futuros?
Shows, lançar o Total Drama no primeiro semestre de 2008 e que já está pronto , o dvd do Realidade e uma coletânea talvez!!

Deixe um salve para o publico do Portal Rap Nacional
MUITA PAZ
MUITO AMOR
JUSTIÇA PARA TODOS
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
IGUALDADE AOS POVOS

Qual a formação atual do Expressão Ativa?

Eu MP, Mano Black, Dj Conjay, Teco e os backings, Caio Juice e Adriana

Desde quando existe o Expressão Ativa?

O EA existe desde 1994

E há quanto tempo você esta na correria do rap? Como foi que você começou a cantar rap?

A minha correria particular começou em 1990, caminhando devagar e sempre, antes do Expressão Ativa existir, os nomes do grupo foram: Cobras do Rap, Comunidade Cobra e Periferia 4.

O E. A. é um grupo gospel? Você é evangélico? Está ligado a alguma igreja?

Não. Por enquanto eu não sou evangélico.Mas, estou procurando a minha salvação em Cristo, sou cristão, porque creio em Cristo, apesar de não ser ligado a nenhuma igreja eu procuro visitar algumas, de vez em quando, para orar em comunhão com outros filhos de Deus, mas templo de Deus para mim é meu corpo, minha mente e meu coração, mesmo estando em um lugar vazio, eu sei que posso falar com meu salvador a qualquer momento, por isso eu faço do espaço do meu quarto o meu Templo de oração.

Qual a expectativa do grupo para esse novo cd?

Não tenho expectativa, só Deus sabe, esta na mão dele e amem.


As letras do E. A. são carregadas de emoção. Como você compõe as letras, e o que você busca para se inspirar?

Eu procuro pensar em um mundo bem distante desse aqui, e peço a Deus para me usar como seu instrumento, para que eu possa com a sua permissão, tocar o coração das pessoas, para que todas possam ver algo, que não se vê com os olhos, mas sim com o coração, vendo os problemas em minha volta, sei que Deus me envia algumas soluções, e assim Ele me manda mensagens para confortar quem me ouve e automaticamente, também sou confortado.

Como foi compor “Rainha´´? É uma homenagem a sua mãe?

Rainha, foi uma homenagem a minha mãe e tantas outras, que lutaram e lutam, para manter suas crias sempre vivas, a qualquer custo, enfim, um gesto de amor verdadeiro de um filho ou filha que quase nunca diz, “mãe te amo´´, mas que no fundo a ama mas do que a própria vida.

Te amo dona Geralda e Deus Também.

Você acha que os jovens estão muito distantes de Deus?

O nome jovens diz tudo, o mundo dessa geração proporciona muitos prazeres e reduz a juventude fácil, fácil, eles apenas estão desfrutando do que o mundo oferece, mas eu sinto e tenho fé, que o chamado de cada um que é escolhido por Deus esta próximo e muitos jovens vão se reconciliar com Deus, pois a juventude passa, assim como os prazeres desse mundinho mentiroso, e cruel, que não esta dando futuro para nenhum jovem ou adolescente, apesar que também sei que, muitos já temem a Deus.

Nas letras você demonstra um grande conhecimento da Bíblia. Você já leu a Bíblia Sagrada inteira?

Bom, eu conheço a Bíblia como qualquer um que tenha este grande livro em casa, e procura saber um pouco mas sobre quem nos criou, eu apenas leio o necessário, que é quando quero falar com Deus, para tentar saber o que Ele espera de mim, e pra que eu possa fazer para melhorar minhas atitudes perante as suas leis, e quanto a questão, não é ler a Bíblia inteira, mas sim crer e praticar os mandamentos, que Ele deixou para ser cumprido na medida do possível de cada um, e a regra não é só ler, mas sim sentir o que Deus fala com cada um , em cada letra, palavra ou frase de cada versículo ou capitulo, e amem guerreiro. Ser soldado de Deus, não é só ler a bíblia inteira, tem que praticar a fé em parábola e isto não é para qualquer um, “e a Paz não esta no mundo, mas sim na palavra de Deus´´.

Na música ASA, você conta a história de um menino pobre e fala “ quem não viveu essa vida, não acredita, porque não sentiu“. Como foi a infância do MP? Essa é a sua história?

É que muitas pessoas, não só da classe alta, mas também da classe média, média baixa e classe baixa que moram de uma família necessitada, não conhece a miséria e nem o que é, não ter o que comer, muita gente fala mas não se importa, apenas comentam sobre aquela família cheia de crianças desnutridas, a mãe que trabalha mas não consegue dar de comer pra família, com um salário de faxineira, que tem que servir para pagar as contas de luz, água, os alimentos que pegou fiado no empório do seu Zé, e o marido trabalhando de pedreiro ou servente, que deixou tudo o que ganha no boteco do Tião, é onde o filho de 9 anos tem que se sujeitar a ir para a rua catar papelão, pedir comida, vender sorvete e ainda ir para as feiras catar os restos que sobram, ir para escola para lanchar e trazer ainda para o irmãozinho.

É, essa é minha história e de muitos outros ainda hoje, é só olhar para os lixões pelo Brasil afora.

Muitos anjos sem asas, então é só quem já passou por tudo isso para entender e tentar a judar de alguma forma, até cantando, AIEEEEEEEE

O Estatuto da Criança garante um monte de direitos.Mas, na prática não funciona. Milhares de crianças são submetidas ao trabalho escravo, a miséria e até mesmo a prostituição. O que precisa ser feito para mudar isso?

Estatuto só funciona para 000,1% da população carente e mesmo assim, aqueles que ajudam , só o fazem para se promover, as estatísticas não chegam nem perto do que mostram na TV.

Nunca chegou em mim nenhum estudo para saber as necessidades da minha família, hoje em dia existem milhares de necessitados largados e esquecidos pelas entidades carentes dos governos de todo Brasil, terra de poucos e pesadelos de muitos, prostituição, miséria, drogas, violência, mortalidade infantil, temos que cobrar de verdade, a melhor distribuição de capital, temos que cobrar educação e saúde, e isso, só será feito, quando o povo na sua totalidade, sair para as ruas, reivindicar, de todas as maneiras possíveis e talvez até impossíveis, temos que acordar.


“Só Deus sabe meu limite de vida. Quero cumprir meu papel´´(trecho de Respeite Limite). Qual é o papel do MP?

Deus me deu um dom e espero estar sabendo usar, minha arma é a música, canto para abrir os olhos das pessoas sobre Deus e o demonio, o homem mau e o bom, enfim o meu papel é tentar cumprir o que Deus espera de mim, falar e agir com coerência e pra que eu possa ser exemplo, tenho que dar exemplo. Respeitar a vida tanto a própria quanto as dos outros, missão cumprida, ai então o limite será o céu, a vitória do lado do sempre vitorioso Deus único.

O que mudou no E. A. em termos musicais do primeiro cd até agora?

Só a levada, um pouco mas falada, o timbre de voz, um pouco mas rouca e meu conhecimento literário.

A mensagem espiritual ainda é a mesma. Ideologia não se pode mudar, se não o que era verdade se torna mentira.

A faixa “Apenas Crianças” traz uma mistura com samba, Como surgiu a idéia dessa produção?

Lembra o Pacto, então, para não fazer outro remix dessa música, eu pensei, preciso alertar outras pessoas de outros estilos musicais a respeito das drogas, foi aonde com meu primo Teco, que tocava em um grupo de samba, tivemos a idéia de escrever e produzir Apenas Crianças, numa versão sambão, sem teclados, sem metais, apenas cordas e couro, para a rapaziada do samba também se ligar na situação, porque as drogas invadiram todos os estilos musicais, se eu pudesse faria esse som em varias versões musicais, seria no rock, forró, reagge, sertanejo, pancadão, entendeu, não interessa o ritmo, o que vale é a intenção da palavra.

E obrigado pela participação nos instrumentos o grupo da minha quebrada,

Doce Refúgio

Qual é a missão do Expressão Ativa?

A do E.A. é cantar, e a minha é lembrar as pessoas que Deus existe para todo.

Quais são as novidades para no show do E. A.?

Não gosto de prometer muito não mano, mas quem chegar , verá.

Quais são os projetos futuros do E.A.? O público pode esperar por um vídeo clipe ou um DVD do grupo?

Primeiramente, eu nunca fui de programar nada, mas acredito que haverá algumas novidades a respeito do Expressão e Exquadrão.

Clipe talvez, iremos conversar com um pessoal que venha nos ajudar a gravar um “live´´ ao vivo ai quem sabe no lançamento do CD, E A Justiça Virá, esse titulo fala por si mesmo.

Valeu, fé em Deus gente

E jamais a perca

Vídeos exclusivos – TV Rap Nacional:

[ Expressão Ativa - Respeite o Limite ]

A Família  

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Formado no ano de 2000, por Demis Preto Realista, Crônica, Gato Preto e Dj Bira, “A Família” lançou em 2008 o álbum “Mais Romântico”. O cd tem dezesseis faixas e participações de Edi Rock – Racionais MC’s, GOG, Júnior – Sampa Crew e de outras vertentes da música como o Rock, o POP, o Reggae e o Sertanejo. Esse é o segundo trabalho do grupo, que em 2004 lançou o álbum “Cantando com a Alma”. O cd emplacou músicas como Brinquedo Assassino, Na rua só até as 10, e o clássico Castelo de Madeira -ganhador do prêmio de Melhor Música no ano de 2005 no maior festival de Hip Hop da América Latina, o Festival Hutúz. Conheça um pouco mais sobre: Demis Preto Realista, Crônica, Gato Preto e Dj Bira, nesta entrevista exclusiva que o Portal Rap Nacional fez com o grupo A Família.

O que mudou no “A Família” desde o “Cantando com a Alma” até o lançamento de “Mais Romântico”?
Demis Preto Realista – Pô depois que lançamos o “Cantando com a Alma”, vieram o shows né!? Visitamos escolas onde toda vez as crianças, os adolescentes me deram muito apoio, muita energia positiva. “Castelo de Madeira” sendo cantado por senhoras, senhores, crianças e jovens. Lindo demais cara. Ai vieram as mudanças naturais da caminhada. Passamos a trabalhar melhor as idéias, principalmente as idéias musicais, melhoramos nossa apresentação….
O Willians Costa, o Deivide, o Valdeir, a Nina, o Jânio Fernandes, toda a equipe de produção artística vem fazendo um grande trabalho, e com certeza tudo isso fez melhorar também o conhecimento. Conheci pessoas importantes e simples em diversos lugares do Brasil. Pessoas maravilhosas. Fiz uma família muito unida graças à Deus. Isso trouxe auto-estima, fortaleceu as idéias e os objetivos. A música permite isso quando é feita com o coração e transmitida com sentimento. Transforma e nos dá novas possibilidades, novos horizontes….

Esse novo álbum fala bastante de amor, de coração, até mesmo o título é “Mais Romântico”. Vocês acham que chegou a hora do rap transmitir mais amor do que ódio?
Crônica - Durante muito tempo nós descarregamos nas letras todas as nossas neuroses, nossas tretas, revoltas e tudo que nos incomodava… Hoje já conseguimos enxergar que além desses problemas o rap também tem seu amor o seu afeto. Ainda descarregamos nossa neurose, mas hoje já colocamos o amor em pauta também. O Rap não pode ser encarado apenas como veículo de protestos. Somos música e como tal também temos nossos bons sentimentos pra cantar. O Rap foi mal interpretado e usado de forma errado por muita gente. É importante sim, falar sobre respeito, amor e ações, mas não de forma banal, sem nexo, à toa… O Rap tem que ser livre, tem que manter seu compromisso, mas não se tornar uma caixa fechada, excluída, que só serve pra estatísticas negativas e marginalizadas. É preciso antes de mais nada saber do que você está falando. Não dá pra falar de amor ou ódio simplesmente por falar. O Rap está crescendo e quem acha o contrário é por que está dentro dessa caixa fechada longe dos progressos.

Foi difícil trabalhar com tantas pessoas na produção do álbum?
Dj Bira - Na verdade facilitou bastante. Teve grandes profissionais envolvidos nesse trabalho. O Cleyver Rossi por exemplo, é um cara que trabalhou com musica sertaneja mas tem toda uma bagagem de música black. Me ajudou muito na questão de volumes, tons…Não basta você riscar simplesmente no tempo da batida, é bem mais que isso.

Onde foi gravado o “Mais Romântico” e como foi o processo de criação desse trabalho?
Demis Preto Realista- O trabalho foi gravado em Limeira (SP). A criação ficou por conta dos momentos difíceis, momentos de alegria, momentos de turbulências pessoais, conquistas, amizades e principalmente pelas estradas românticas do Brasil. Se você viajar daqui em Formosa (GO), vai entender o que estou dizendo, ou daqui em Fortaleza e chegar naquela terra maravilhosa e ver o quanto o homem foi infeliz em seus negócios milionários no objetivo de escravizar e lucrar sozinho o capital gerado pela riqueza do Nordeste brasileiro. E mesmo assim você encontra pessoas simples de coração puro. Ou simplesmente passar 4 horas parado na marginal Tietê em São Paulo, alagado e impossibilitado de se locomover rsrs. É bem nessas horas que fico sensível à música. Aí eu ouço tipo “Nego Drama”, e parece que o mundo se modifica ao meu redor…
Dj Bira, na primeira faixa do álbum “Mais Romântico”, a música “A vida do Povo”, você fez colagens com a voz de Milton Nascimento e Chico Buarque, e na faixa 9 você faz com a voz de Ndee Naldinho, qual a diferença?
Dj Bira- A batida da música é forte, a levada do Demis e do Crônica já vem da MPB. Ouve a música “Cale-se” pra você ver, é mô viagem. Eu gosto. E a da ALCA, que usei o Naldinho, já é bem mais simples, mas fiquei muito feliz também em colar Naldinho no sampler de Roberto Carlos. A diferença é que a musica pede ousadia, foi o que fiz, deu certo.


Na letra de “Filho Ingrato” vocês relatam a história de um pai que é abandonado pelo filho. Vocês acham que nessa loucura do mundo moderno, muitos têm esquecido da importância da família?
Gato Preto – Hoje em dia as pessoas estão muito agitadas. A vida está muito corrida, estresse em alta, a corrida contra o tempo, o transtorno cotidiano. Isso fez com que as pessoas pensem em si mesmas, gerando assim um desrespeito, um desconforto. Os valores estão todos invertidos, as atenções estão invertidas, as pessoas se importam mais com o carro, com o celular, com status e se esquecem do valor familiar. E como o GOG anunciou há alguns anos, a tática que estão usando contra a população é: ”Destrua o povo começando pela família”. Esta letra, na verdade, eu fiz depois que “A Família” visitou uma casa de repouso para idosos e a gente conheceu um senhor muito descontraído, malandrão….. E foi ele que nos apresentou a casa de repouso, seus amigos, toda a casa, e num certo momento a gente parou pra trocar uma idéia e foi aí que ele contou a história de vida dele. Esta história resultou na música. E hoje, esta historia se repete em várias casas de repouso. Infelizmente, ainda é assim. Você cria um filho, educa e quando chega a hora dele retribuir tudo aquilo que você fez com ele, quando você se encontra debilitado de sua saúde, alguns filhos te abandonam… sem sequer te visitar.

Como vocês avaliam a questão do crime organizado no Brasil hoje? O país passa por uma “guerra civil não declarada”?
Crônica – O crime organizado…Isso afronta as autoridades né?! A palavra “organizado”… é isso que estamos fazendo nos dias de hoje. Estamos nos organizando melhor pra lutar por aquilo que queremos e que vamos buscar. Nos organizamos na música, nas comunidades, nas escolas, nas ruas, estamos nos organizando em vários fatores, e às vezes isso é rotulado como crime, e nós somos taxados de criminosos. Mas ninguém fala do sensacionalismo ainda atuante na nossa imprensa, ninguém fala dos desleixos das autoridades para com a educação. A partir do momento que você deixa de investir na educação, automaticamente você está empurando alguém para o lado errado da história. É sempre bom lembrar que o crime civil não é o rap, não sou eu, esse crime que as autoridades perseguem é por falta de atenção lá no passado, é fruto de todo o descaso sofrido anos antes. Um tapa na cara gera revolta, a falta de emprego gera revolta, a falta de moradia digna, falta de planejamento familiar e tal. Ae você se organiza e decide não aturar mais aquilo, ae o que acontece? Você é tido como criminoso, anti-social. As autoridades cometem bem mais crimes contra a sociedade do que o contrário, certo?! Mesmo com toda essa nossa revolta, essa neurose, nós somos dignos, buscamos melhorar dia após dia. São as autoridades, de modo geral, quem estão cometendo crimes contra toda nossa sociedade, o que vem depois é conseqüência.

O que é preciso ser feito, e por quem, para diminuir a violência e aumentar a educação?
Demis Preto Realista- Acredito que é necessário parar de violentar primeiro, para não ser violentado. O que os órgãos chamados competentes fazem na verdade é vista grossa pra tudo que oprime e maltrata o povo brasileiro em sua origem, sempre pisaram… A elite finge que não vê, mas proporciona a violência através da cultura imposta nos meios de comunicação de massa, nas demandas do Estado, nas leis municipais. Enfim, muita coisa envolve violência e acredito que quem está proporcionando melhoras são as próprias comunidades organizadas, levando até os jovens um modelo de cidadania, de uma disciplina dos próprios centros urbanos, os guetos, através de palestras, shows, reuniões, debates e uma pá de outras atividades educacionais que vem nesses últimos anos fortificando a auto-estima de muitos jovens. Esses trabalhos são, na maioria das vezes, elaborados por personalidades atuantes que se reúnem para melhorar a comunicação da juventude, fazendo intercâmbio cultural com outros países, brigando junto por direitos e valores do trabalhador, direitos da mulher, do adolescente. E não acredito muito em mudanças positivas vinda de pessoas que não atuam no dia-a-dia das comunidades, é difícil melhorar um mundo que você não conhece direito entende?! Para melhorar a educação não tem muito segredo! Investimento, auto-investimento. Tem países de primeiro mundo brigando e dizendo em bancadas do G8 que o Brasil não tem condições culturais para cuidar da Amazônia, se ta entendendo?! rsrs… E mesmo assim, o governo, os militares e tantos outros, não estimulam a criação de novos métodos para que possamos nós mesmos, donos de nossa riqueza maior, cultivar nessas novas gerações o hábito de cuidar melhor do que é nosso. É preciso sensibilidade e ter punhos firmes para melhorar tudo isso. E acredito muito na contribuição do Hip Hop na educação de muitos jovens por todo o mundo, isso já é um fato pela África, pela América Latina, no Oriente Médio, é isso ai!

“A arte de vencer está dentro de você, que nasceu em meio à guerra e não deixou se envolver, não se empolgou com o sonho da vida fácil…” (trecho de Faça por amor). Muitos jovens por esse Brasil, vêem no rap uma forma de sobreviver sem se render à vida do crime. Mas, o caminho do rap também não é fácil e o sucesso vem pra poucos. Qual o conselho que vocês dão para esses jovens?
Crônica - O caminho mais fácil é sempre o mais curto, não tem garantia de reconhecimento, é tudo ilusório e momentâneo. Quando eu digo “A arte de vencer está dentro de você” eu quero dizer que todos somos capazes de alcançar nossos objetivos, mas não sem lutar. Às vezes as dificuldades vêm como um fortalecimento, seja de uma caminhada, de um progresso, entende?! Eu digo para essa molecada nova, não se empolguem com a vida dos outros, não se iludam com a vida dos outros, vocês são capazes de vencer com suas próprias mãos, seu próprio talento. Não sejam cópias de ninguém.

Porque vocês acham que ALCA – Área de Livre Comércio das Américas – “será reduto de famintos e pessoas histéricas” (trecho de ALCAminhopradestruição)?
Demis Preto Realista- A elite mundial dos interesses Norte Americanos necessita também da América Latina para seus grandes negócios (Golpes rsrs), serem difundidos no objetivo de importar, exportar e fazer de nós escravos de suas ações capitalistas. Se nós nos rendermos à esse mal, seremos exterminados aos poucos, torturados psicologicamente por propagandas enganosas e discursos desonestos e fascistas, que é o perfil do capital sem alma e coração.
A musica ALCA fala muito mais que isso! Expõe as dificuldades das pessoas que vem de fora tentar ganhar a vida em São Paulo, das famílias que lutam pra sobreviver em meio à violência causada pelas desigualdades sociais, pela falta de oportunidade e outras fitas mil grau que a gente vive no dia-a-dia. A canção expressa também na voz de Subcomandante Marcos a historicidade dos Maias, dos Índios e a força de uma juventude urbana com intuito de lutar por seus direitos e valorização de sua cultura… e a responsabilidade né irmão! De cantar no romantismo o protesto, num instrumental com sampler de Roberto Carlos, da canção “Amada Amante”. Me sinto muito feliz na construção dessa música, que tenho muito orgulho em cantar e representar uma massa sofrida, mas que ainda luta e acredita muito na melhora de nosso país.



O que você acha da música eletrônica, das raves, do funk?
Dj Bira- Será que vale a pena mesmo eu dizer o que acho da música eletrônica? As festas estão dando quase 100 mil pessoas, as Raves estão acontecendo, e o funk é musica de periferia também. Eu gosto de ouvir música boa, com qualidade, mas a pergunta não era essa né?!

Dizem que os Dj´s que tocam variados estilos não têm personalidade. O que você acha?
Dj Bira- Se você for em Belém, no Pará, você vai ouvir Dj´s tocando música eletrônica com forró, dança tradicional na Angola, funk nas boates de luxo do Caribe e muitos outros estilos que são sucessos no mundo todo. A personalidade é do homem. Eu toco o que gosto, e gosto de música de qualidade. Sempre que posso toco nos meus shows Vanessa Da Mata, 50 Cent, Dexter, Akon, Tim Maia e muito som das antigas também. Se é Rap ou não, devemos sempre valorizar o que é bom.

Qual é a mensagem que vocês querem passar no encarte através da rosa branca suja de sangue?
Crônica - Dois dias depois que o disco chegou às lojas, um parceiro me parou na rua e disse: “Caramba Crônica, essa rosa ficou foda, representa o amor manchado de sangue pela falta de respeito que existe entre as pessoas hoje em dia.” Na realidade essa capa tem diversos significados, cada um tem uma visão do que ela realmente representa. Mas muito se resume em falar de amor em tempos de guerra, romantismo em meio aos confrontos. Um romantismo não só entre homem e mulher, mas também entre as quebradas, na música, as crianças, entre as pessoas de modo geral.

O que representa a foto da contra capa do disco?
Crônica – Representa os caminhos que trilhamos pra chegar até aqui, os acertos, os erros, os tombos, o levantar e o quanto ainda temos que caminhar. Novos caminhos vão surgir sempre, precisamos estar preparados para caminhar de cabeça erguida por onde quer que seja. Mas essa arte também possui a interpretação de cada um, essa é a minha, é o que eu vejo quando olho pra ela. Amanhã essa visão pode ser bem mais ampla, pode ser outra, mas hoje é isso que eu vejo.

Muitos rappers ainda desvalorizam as mulheres e não as dão o respeito merecido. Ao contrário dessa linha, uma das faixas do novo cd é uma declaração de amor há uma mulher. Qual a opinião do grupo em relação a quem ainda usa as letras de rap para criticar e desvalorizar a mulher?
Demis Preto Realista- Mano, a fita é o seguinte. Essas idéias são delicadas, eu escrevo o que realmente sinto e o que me faz sentir bem. Isso na busca de valorizar seus sonhos também, mas ai né irmão tem outros que escrevem por ódio, por raiva, e às vezes se desiludem, vai saber qual é…

“A vida tá difícil, mas tem que lutar”(trecho de Você é Pata de Monstro). Qual foi a maior luta que “A Família” enfrentou até o lançamento desse CD?
Gato Preto – Todo dia é uma batalha irmão. A gente tem que estar o tempo todo se impondo, mantendo a cabeça firme, os pensamentos firmes. Mesmo diante de toda essa realidade absurda que está aí. É isso todo dia. Quando a gente perde um parceiro que estava com a gente nos shows do primeiro disco, acompanhou a gravação do novo e tal, e hoje, cadê o parceiro??? Se foi. Aceitar essa realidade é uma luta diária, não foi o primeiro e nem será o ultimo. Em saber disso, ter que conviver com isso é uma luta constante. O disco ameniza bastante essa luta, traz uma sensação de paz, uma esperança em dias melhores e menos agressivos…”Não desistir, persistir se expressar” essa é a luta à caminho da vitória. Lançar o disco em meio a tudo isso já é de fato uma vitória e uma vitória não só nossa, por que esse disco levar a história de vida de muita gente, mantém vivo o animo de muitas pessoas. Já da pra vê os indícios de melhorias, lentos, mais são indícios de melhorias. As quebradas não estão tão quebradas como antes, estamos aprendendo a lutar pelo que é nosso.



Porque uma letra falando mal da Sandy? Algum dos fatos contados na música são verídicos?
Demis Preto Realista- Não quero falar dessa fita!

O grupo “A Família” é envolvido em algum projeto social? Vocês acham importante o rap ultrapassar a barreira entre o discurso e a ação?
Crônica – Cara, eu só me envolvo naquilo que acredito, certo!? Meu trabalho, minha música, meus parceiros, só no que eu acredito. E falando em projeto social, eu acredito que cada um dos nossos discos em si é um projeto social. Pois eles mudaram a vida de muita gente, orientam a molecada, serve até de base para estudos nas escolas e tal. Além da música, também desenvolvemos varias atividades no social, como nosso projeto Razão para Viver (entretenimento e inclusão social através da música) tem o projeto ao qual “A Família” se envolveu também que é o Adolescentes e Jovens prevenindo o DST HIV/AIDS. Um projeto em parceria com a Reprolatina, uma das maiores organizações em combate às doenças sexualmente transmissíveis. Além das visitas nas comunidades, no bate papo com as crianças, as visitas nas escolas, no assentamentos e acampamentos do MST. Estamos sempre buscando algo que vale a pena se envolver, algo em que acreditamos e que possa mudar a vida das pessoas, as nossas. O social é necessário, o palco o show, isso é uma outra conseqüência.

“A Família” foi um grupo lançado por outro rapper, o GOG. Vocês acreditam que os grupos que já estão com seus trabalhos lançados deveriam investir em quem está começando?
Crônica – Existem varias formas de ajudar e de incentivar novos grupos.Na maioria das vezes essas formas não são diretamente os palcos. Às vezes é uma orientação, uma produção, uma atuação em conjunto na quebrada e tal. O que acontece muito nos dias de hoje é a falta de originalidade nos grupos iniciantes. O grupo é fã do DMN e acredita que tem que ser igual ao DMN nos palcos, nas letras… Isso dificulta o acesso deles à linha profissional do Rap. Entre o original e cópia, ficamos todos com o original. Temos muitos grupos de talento nato ainda não descobertos pelo público, isso por que o público também está com uma visão generalizada sobre os novos. Esses novos grupos precisam acreditar de verdade e correr atrás. Não dá pra esperar por ninguém, senão lá na frente às pessoas vão dizer: “ih só deu certo porque fulano ajudou”. E isso não é verdade. Se ser apadrinhado por um grupo de nome fosse suficiente, nossa senhora, teríamos 5 vezes mais grupos na linha de frente do rap nacional.

Demis Preto Realista- Não é bem assim,só porque você já lançou um disco que você tem o compromisso de lançar um outro grupo. Quando você tem amigos trabalhando no dia-a-dia com você, pessoas que fazem realmente a diferença ao seu lado, não importa se é no Rap ou se é no Rock.Acho que se temos condições, é bonito um irmão proporcionar ao outro a alegria de poder realizar algo pra sua família, pro seu pivete, pra sua mãe ta ligado?! E o GOG não formou um grupo de Rap, nessa escola me formei pessoa tá ligado!? Onde eu não enxergava o progresso ele me incentivava a ler um livro, que possivelmente me mostraria um caminho, um sentido para aquilo que eu não via, rsrsr mil grau! Hoje minha visão tá muito mais apurada, devido à paciência, à tranqüilidade ao lidar com as dificuldades da vida, e até hoje poucas vezes eu e o GOG conversamos sobre música, geralmente conversamos sobre família.

O que vocês acham que ainda falta no rap nacional?
Crônica - O Rap nacional está crescendo, mas precisamos direcionar melhor esse crescimento, não podemos crescer a esmo. Eu acredito que falta ambicionar coisas maiores pro lado positivo, mais profissionais. Lembrar que ninguém é feliz na miséria. Precisamos buscar novos horizontes e nos estruturar melhor pra pegar a parte maior do bolo.

Demis Preto Realista- É só você olhar a musica como um todo, e analisar o que esta faltando pros shows de Rap terem mais qualidade. Se você for num show do Exaltasamba, dos Racionais, do “A Família”, da Vanessa Da Mata ou simplesmente num show da Furacão 2000, aí você vai entender o que estou falando. Não é possível fazer uma apresentação de mil grau, se o equipamento não for muito bom, se o cara da iluminação não for um profissional bom, você entende?! Dividir espaço dentro da música brasileira em uma luta nervosa, a música brasileira evolui muito e pra se destacar é preciso profissionalismo e dedicação total.

Quais são as metas do grupo após o lançamento do álbum “Mais Romântico”?
Crônica - A meta agora é realizar a turnê do disco novo dentro e fora do país. Dar continuidade ao nosso trabalho com palestras, agora mais amplo em conhecimento. Estamos também com o site no ar e pretendemos dar mais visibilidade ao nosso trabalho pela internet. São vários trabalhos em andamento, o disco acabou de sair e ainda estamos fechando as tarefas, as datas, estamos no início desta nova caminhada e tem muito o que fazer pela frente. Estão surgindo muitas oportunidades novas e estamos analisando tudo com cuidado para poder expor esses progressos todos.



Como está a agenda de shows do grupo? Muitos shows fora de São Paulo?
Crônica - Estamos finalizando as apresentações que já estavam agendadas antes do lançamento do novo disco. Em junho possivelmente iniciaremos a turnê “A Família” – Mais Romântico. Os shows já estão sendo agendados e a gente espera novamente pode viajar pelo Brasil e iniciar também nosso trabalho fora do país.

Vocês acham que 2008 vai ser um bom ano para o rap nacional? Que as grandes festas vão voltar a acontecer?
Demis Preto Realista- Acredito que 2008 será um ano bom pra música. E não entendo porque tanta gente em São Paulo fala que as grandes festas de Rap pararam de acontecer. Nós aqui realizamos eventos culturais com mais de 10 mil pessoas presentes. Passamos por Monte Mor, Jundiaí, Limeira, Piracicaba, Campinas, Tietê, São Carlos, Franca, Monte Alto, Batatais, Leme, Hortolândia, Americana, Salvador (BA), Ilhéus (BA), Itacaré (BA), Curitiba (PR), Brasília (DF), Águas Lindas (GO), Formosa (GO), e foram grandes eventos, grandes comemorações. E eu particularmente não posso dizer a você que os grandes eventos acabaram, ou pararam de acontecer. Vejo que em São Paulo os empresários de Rap não investem nos grupos, pra suas realizações, esperam tudo acontecer pra depois contratar e pagar sua oferta e já era. Aqui estamos fazendo diferente… Nos organizando e levando estrutura junto ao contratante para que possamos realizar bem nossas festas e nossas apresentações, você ta ligado?!
Em Jundiaí, por exemplo, tiveram grandes eventos de Hip Hop organizados pelo Eazy Nylon e seu pessoal, também pela Pata de Monstro a G Maior e “A Família”. Eco Hip Hop organizado pelo pessoal do Face da Morte e pelo Shetara em Campinas. Em Limeira teve grandes eventos. Quatro mil pessoas num debate sobre a importância do movimento Hip Hop em Piracicaba com a presença de Helião, Dj QAP, DBS, KGB, “A Família”, Expressão Ativa, Representante da CUFA, da Zulu Nation, e organizadores de eventos da região. O evento foi um marco na cidade. Você vê que tem pessoas sérias trabalhando, mas é preciso ver que a música da periferia, o Rap, está em todas as camadas da sociedade, em todas a s cidades do mundo. Parar de acontecer festas grandes em São Paulo não significa que parou de acontecer, mesmo assim é necessário melhorar bastante, eu apoio!

Crônica - Vai ser bom pra quem correr atrás, quem ficar com os braços cruzados esperando pelos demais… Nada vai acontecer pra esses. O Rap não pode se submeter ao pouco, ao pequeno. O Rap nacional é grande em talento e conteúdo. Não dá pra pensar pequeno. A gente tem que saber chegar, saber fazer o melhor e da melhor forma possível. As grandes festas em São Paulo acabaram por quê? Quais foram os reais motivos? É isso que a gente tem que ver. As grandes festas na capital vão voltar sim, já estão até voltando, mas precisa mudar o formato. Pra se ter uma grande festa não é preciso reunir numa mesma noite, num mesmo local, um grande número de grupos e onde ninguém tem um espaço confortável de tempo pra realizar um bom show, é tudo corrido. As grandes festas podem até voltar, vai ser da-hora, mas serão ainda melhores quando estivermos conscientes de que a festa boa vai ser quando tivermos uma boa estrutura e um alto nível de profissionalismo.

Na opinião de vocês qual a importância do Portal Rap Nacional para o movimento?
Crônica - O Rap nacional vem se estruturando aos poucos, e aos poucos ele vai conversando melhor com essa tecnologia que esta ae. A internet é um grande mercado em divulgação e um monte de coisas a mais. Hoje temos a oportunidade de acompanhar melhor, nossos artistas, nosso rap, as festas, as novidades e tal. E o Portal Rap Nacional tem contribuído muito para que essas informações cheguem até a gente, todas essas novidades da música Rap, das personalidades, as conquistas de cada um. Já são seis anos levando o Rap Nacional aos quatros cantos. Isso é importante para todos que fazem, incentivam e curtem o Rap: mais profissionalismo e um certo amadurecimento diante da era tecnológica, buscando estar presente cada vez mais no avanço geral e moderno.

Deixem um salve para o público do Portal Rap Nacional.
Demis Preto Realista- Que o romantismo dessa boa nova esteja em seus corações, “pode soprar”…

Crônica - Eu deixo um “Salvão” a todos que vão ter acesso à todas as informações que foram ditas aqui. Quero agradecer a todos por acompanharem nosso trabalho, por fazerem parte da nossa história. Muito obrigado ao pessoal que acessa nosso site www.afamiliarap.com.br, o pessoal que está com a gente no Orkut – em todas as nossas comunidades e Perfis – à todos que acompanham nossas músicas pelo rádio e tal. Muito amor, saúde e respeito. Vida nova e Mais Romântica a todos nós.

Gato Preto - Obrigado à todos por acompanharem o nosso trabalho, por estarem com a gente nesta nova fase. Eu quero dizer aqui que independente do momento difícil na caminhada, a gente tem que manter a cabeça sempre erguida, buscar sempre a informação correta e sejam firmes e fortes. Porque somos todos Pata de Monstro!

DJ Bira - Muito obrigado pelo carinho e respeito de todos estes anos. Que a música Rap possa estar sempre presente em nossos corações e em nosso dia-a-dia. Vida longa ao vinil!

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Inquérito  

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Rap Nacional: Primeiramente gostaríamos de saber como surgiu a idéia do segundo disco?
Inquérito: Desde que acabamos o primeiro disco a gente já sabia que faríamos um segundo, não sabíamos como, quando, onde, com quem, mas tínhamos certeza! Inclusive sobraram músicas que não entraram no primeiro cd e acabaram ficando pra esse, como é o caso de 8 MESES. E assim foi, ficamos sem gravadora, enfrentamos dificuldades, tivemos que fazer tudo sozinho e lançar, mesmo assim fizemos a parada acontecer.

R.N.:UM SEGUNDO É POUCO, porque esse nome, qual o real significado?
Inquérito: A idéia do nome veio simplesmente da necessidade do disco ter um nome pra começar, pensamos que teria que ser um nome que representasse uma direção pra gente seguir, tipo uma bússola, aí fiquei pensando uns dias e cheguei nesse nome, “batizamos a criança” e começamos. O nome chamava pra fazer um disco que deixasse gosto de quero mais, um disco pra mostrar o quanto somos capazes e o quanto ainda podemos ir longe, o quanto Um Segundo é Pouco… Aí viajamos também no fato do segundo lugar que ninguém quer ocupar, o lance de segundo no relógio mesmo, que o tempo passa rápido e temos que agir enquanto é tempo. Talvez só no terceiro disco todos entenderão porque um segundo era pouco pro Inquérito…

R.N.: O que mudou do primeiro disco pra esse?
Inquérito: Muita coisa, o disco é todo sampleado, mas junto com os samplers tocamos vários instrumentos, tem trompete, trombone, clarineta, violão, flauta, guitarra, baixo, piano, enriqueceu a parada. Os sons são variados e os temas das letras também, falamos de futebol (É GOL!), de crime (U CRIME NÃO É PROS MANO), de preconceito e luta (ROSA DO MORRO), de fé, esperança (VAMO VIVER, ALGUM DIA), de desigualdade social (BUMERANGUE) e por aí vai… Esse disco mostrou bem a cara do Inquérito, a VERSATILIDADE, porque se tem uma mina no grupo que toca violão e piano, um mano que sabe várias técnicas vocais, manja tudo de canto, outro que é poeta, não podemos esconder isso, temos que mostrar, e mostraremos bem mais daqui pra frente.

R.N.: Vocês lançaram o disco de maneira independente, com o apoio de uma lei de incentivo a cultura, como foi isso?
Inquérito: O disco já havia começado a ser feito, mas estava tudo muito devagar por conta da falta de verba, da ausência de uma gravadora e tal, então eu (Renan) escrevi um projeto em um edital que selecionava diversos projetos, entre discos, espetáculos, oficinas, etc. O resultado saiu e fomos contemplados com uma verba que ajudou a alavancar a produção e a finalização do disco, assim terminamos, mandamos pra fábrica e estamos distribuindo com ajuda da Porte Ilegal. Cansei de ficar pedindo, fui lá e fiz, o disco ta aí e é prova disso!



R.N.: Em 2006 com o disco de estréia Mais Loco que u Barato! Vocês ganharam diversos prêmios, inclusive o HUTUZ de melhor música, com Dia dos Pais. Esse ano o disco novo está sendo indicado em 4 categorias. Como é para vocês ser indicado pela segunda vez no maior prêmio de hip hop da América latina?
Inquérito: Sem dúvidas é muito gratificante pra gente, só de saber que o disco acabou de sair, nem tocou na rádio e já está na lista dos 5 melhores do Brasil no ano de 2008 é a certeza de que fizemos as apostas certas, mudamos, ousamos e corremos riscos, mas graças a Deus o público tem assimilado bem a nossa proposta. Mas ninguém está iludido com nada, existem outras formas de reconhecimento e eu digo isso na letra da música título do disco “O maior prêmio que eu ganhei não coube na estante, um gesto tão pequeno e ao mesmo tempo tão grande, um pivete chegou e falou: Tiu o som que eu gosto mais, é aquele que cê fala do pai”. �
Quando o prêmio terminar o rap vai ter que continuar, os holofotes se apagarão, mas continuaremos trabalhando nem que seja no escuro, nosso som não vai parar, é dele que somos feitos, quem vive de nome é cartório .

R.N.: Você (Renan Inquérito) escreveu duas poesias pra um livro chamado SUBURBANO CONVICTO – PELAS PERIFERIAS DO BRASIL, organizado pelo Alessandro Buzo em 2007, qual a relação de vocês com a chamada “ Literatura Marginal”?
Inquérito: Bom, temos uma boa relação com esses escritores, admiramos todos, alguns temos um contato mais próximo mesmo, como Toni-C, Alessandro Buzo e Sérgio Vaz (Cooperifa) que inclusive participou do disco na faixa “Já disse o Poeta”, eles são além de fonte de inspiração grandes amigos. O Inquérito quer encurtar a distância entre esses mundos, queremos trazer a literatura pro Rap e também levar o Rap pra literatura, sempre terá isso nos nossos discos. Por isso eu digo, ouçam os discos, mas não deixem de ler esses livros… Prestigiem os escritores da periferia!

R.N.: Quais os objetivos do Inquérito, planos pro futuro, pode nos adiantar alguma coisa?
Inquérito: Atualmente queremos divulgar o disco UM SEGUNDO É POUCO pro Brasil todo, fazer ele chegar em lugares que não conhecemos, fazer ele nos levar nesses lugares também, mostrar nossa cara. Queremos mostrar que somos diferentes e que isso não é ruim, não divide nada, pelo contrário só soma! O Rap precisa de riqueza, musical, literal, comportamental, visual, se não toda vez que surgir um novo ritmo de verão (Lambada, Funk, Axé) o Rap vai ficar em segundo plano, não queremos ser um estilo de música secundário, temos maiores ambições, UM SEGUNDO É POUCO pro Inquérito, e pro Rap também. Em 2008 os fãs podem esperar um vídeo clipe, disco solo do POP BLACK, participações, e músicas novas também! É isso aí, INQUÉRITO FUTEBOL CLUBE!

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